O que permanece quando o mercado muda
Papo de Fotógrafo · episódio 326 · 11/02/2026
Olá, papudos!
No episódio dessa semana, recebemos a fotógrafa e artista visual Marcia Charnizon — um dos nomes mais consistentes e inquietos da fotografia brasileira. Com mais de quatro décadas de trajetória, Marcia construiu um trabalho que atravessa o tempo, o mercado e as pessoas sem nunca perder o essencial: a escuta, o risco e a linguagem própria.
Falamos sobre o que mudou desde sua primeira participação no podcast, sobre escolhas que ela mantém como inegociáveis e sobre aquilo que ficou pelo caminho sem saudade. Conversamos sobre mercado, direção, retrato, insegurança criativa e sobre como proteger a própria linguagem em um cenário cada vez mais acelerado, padronizado e mediado por algoritmos.
Entramos fundo na fotografia como construção conjunta — não como imagem roubada — e no retrato como um dispositivo de poder, identidade e autoconhecimento, especialmente em tempos de filtros, inteligência artificial e padrões estéticos cada vez mais rígidos. Falamos também sobre envelhecimento, lucidez, representação e o conflito entre se ver, se aceitar e atender expectativas externas.
Marcia compartilhou os bastidores e reflexões por trás de Memorabilia da Casa do Azevedo, projeto que mistura presença e ausência, memória e tempo, e também do Centennials, trabalho multimídia que olha para a Geração Z, suas angústias, identidades e relações mediadas pela tecnologia — ampliando a fotografia para um território de experimentação, risco e escuta.
Um papo maduro, afiado e necessário — pra quem acredita que fotografia não é só sobre imagem, mas sobre relação, movimento e coragem de mudar o ângulo.
Dá o play, porque esse episódio não entrega respostas prontas — ele provoca boas perguntas.